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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

O tempo perdido, o tiro pela culatra, a vingança, a mentira e o tendenciosismo [opinião]


[Nota prévia: Artigo de opinião não baseado directamente em qualquer estudo]


Quando tomamos algo como verdade e vemos que o mundo não a está a ver e está até a distanciar-se desta; poderemos puxar a coisa para o nosso lado tendenciosamente; ou seja, demasiado para um lado pensando que assim irá ser melhor (mais rápido) para a sociedade fixar-se na verdade central.
No gráfico seguinte temos a opinião pública num lado e a tentativa de disseminar uma ideia no campo oposto:
Acontece que ao puxar demasiado, para além da verdade (sermos tendenciosos) para qualquer que seja o lado, estamos na verdade a perder força no nosso argumento, a perder credibilidade mais tarde ou mais cedo, pois vai-se descobrir que a verdade não é tão exagerada. Estamos ainda a dar força à mentira oposta, no sentido que muita gente poderá pensar que se nós estamos errados então o outro lado será o correcto.
No curto prazo poderemos mudar mais rapidamente a média da opinião pública para o nosso lado ( ) mas a longo prazo perdemos tempo para obter o resultado final estabilizado e perdemos energia colectiva que poderia ser usada noutras coisas (estamos a criar divisão de ideias na sociedade quando deveríamos criar convergência):
 A minha visão é que se apontarmos logo de início para o caminho final, chegámos lá todos mais rapidamente:
Já temos a verdade e a mentira, o tendenciosismo e o seu tiro pela culatra, e o tempo perdido. Onde entra a vingança?
A vingança é exactamente o fazer aos outros aquilo que não gostámos que nos façam a nós. É dizer uma mentira para tentar corrigir a injustiça de outra mentira. É cometer um crime para tentar compensar outro crime. Para mim, é criar confusão escusada e não apontar logo para o caminho certo.

Toda esta teoria se aplica em inúmeros exemplos da nossa vida: política, negócios, saúde, educação, relações pessoais, justiça e até mesmo na ciência.

Qual a vossa opinião?